quarta-feira, 16 de junho de 2010

Releitura NeoTestamentária


"O que faço aqui não é substituir idéias, mais enriquecer, acrescentar opiniões”.

Está aí, um discurso que considero enriquecedor para aprendis e mais experimentados em teologia. O que vossos senhores leitores irão ler, é um pedacinho da ponta da gota de um oceano do que realmente é. Se acreditarem em mim, nesse pequeno espaço de demonstração, considerem então o texto abaixo como uma dica de um novo mundo de estudo e pesquisa:

"... Se começar a ler, recomendo ir até o final..."

Atendendo aos pedidos, aproveitem:

"O estudo das fontes judaicas para a compreensão do Novo Testamento só pode ser orientado pelo desejo de entrar, sem a priori, no espírito dessa tradição e de descobri-la por aquilo que ela é, ainda que se tenha de passar por um certo estranhamento. As conseqüências desse estudo para a possível compreensão (do Novo Testamento) terão ainda maior interesse na medida que não forem pesquisadas por si mesmas." Ainda acrescento: Abordar esses textos (tradições judaicas) só com o objetivo de elucidar as fontes cristãs é muitas vezes se limitar a uma abordagem fragmentária e superficial, que não leva em conta a sua lógica interna levando ao risco de negligenciar o essencial.

Agora que eu escrevi, deixe-me explicar. Comecei indo direto ao assunto, eu sei, e o fiz de propósito. Pois escrevo a um grupo específico (não se sintam discriminados, pois desejo alcançar o máximo de leitores também). E o que escrevo é facilmente explicado nas palavras de um Padre que admiro muito:

“O Cristianismo herdou uma bíblia interpretada, já orquestrada pela tradição judaica.”
Padre Roger Le Déaut

Nota individual: Aparentemente, ao ler esse parágrafo acima que acabo de escrever, nos perguntamos o que as fontes judaicas têm a ver com o compêndio cristão mais famoso nominado de Novo Testamento. A resposta só é respondida de fato quando comparamos literalmente e filosoficamente as duas obras: tanto as tradições rabínicas e judaicas, como o Novo Testamento. Nessa aventura, a nossa percepção daquilo que parecia ser algo totalmente distante, torna-se na verdade, uma linguagem paralela que se auto-ilumina, mostrando interpretações bíblicas que não seriam possíveis sem a luz das tradições judaicas.

Futuramente poderei mostrar com exemplos fatídicos como citações paulinas, e apostólicas são melhores entendidas com esse recurso, e piores entendidas sem este recurso.